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De olho no futuro, mulheres ocupam cargos de liderança na Casale

O campo já não é uma área exclusivamente masculina: cada dia mais, mulheres ocupam cargos de liderança em espaços importantes da indústria do agronegócio nacional. A Casale está dentro desta tendência mundial e tem representantes femininas como alguns dos seus principais quadros. 

Atualmente, a força feminina encabeça 30 milhões de hectares no país, o equivalente a 8,5% da área ocupada no Brasil. Trata-se de um crescimento de 6% nos últimos 11 anos. Há ainda, contudo, um longo caminho a percorrer na busca por equidade de gênero no setor, com as demandas femininas ainda na busca de um lugar de protagonismo no mundo rural.

A diretora comercial e de pessoas da Casale, Jaqueline Casale Pizzolato, é um dos exemplos de mulheres que ocupam cargos de liderança na empresa. Já nascida no ambiente do agronegócio, Jaqueline se preparou ao longo da sua trajetória para contribuir com o mercado, em que sempre havia o predomínio de homens, tanto nas operações mais mecânicas quanto nos cargos mais estratégicos.

Ao formar-se em zootecnia, Jaqueline notava que era uma das poucas mulheres presentes na sua graduação. Isso acontecia porque as mulheres não eram estimuladas a colaborar junto ao universo do agronegócio, sempre tido como um território predominantemente masculino. O pai de Jaqueline, Celso Casale, que encabeçou a companhia entre 1982 e 2020, no entanto, sempre a incentivou, levando-a às feiras agrícolas e à sede da empresa em diversas oportunidades.

Segundo levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que de cada dez cargos de liderança no agronegócio nacional, dois são ocupados por mulheres. Isso significa que, apesar dos fortes esforços do setor para valorizar a presença feminina nesses espaços, há ainda muito a conquistar na disputa por uma sociedade com mais igualdade de gênero.

As mulheres já lideram 31% das propriedades rurais brasileiras, segundo levantamento da Associação Brasileira de Agronegócio (Abag). É um número apenas ligeiramente abaixo da média nacional que diz respeito às mulheres presentes em cargos de gerência no mercado de forma geral: em 2019, o IBGE estipulou que 38% dos cargos gerenciais do Brasil eram encabeçados por mulheres.

Um elemento que pode facilitar a entrada de mulheres na indústria do agro é a constante implementação de novas tecnologias, tendência marcante da agropecuária no Brasil. Se antes havia preconceito contra as mulheres no Agro, por serem consideradas ‘frágeis’ para a lida no campo’, agora essa desculpa já não encontra qualquer razão de existir. Afinal, mulheres são igualmente capazes de operacionalizar tecnologias agropecuárias e gerenciar times, e é preciso incentivá-las cada vez mais a se integrarem no mercado, seja por exemplos ou novas políticas inclusivas no mercado de trabalho.

As vantagens que envolvem as lideranças femininas já são conhecidas por todos: o aumento da equidade de gênero implica numa sociedade mais justa e democrática, com papéis mais bem distribuídos e salários mais justos para todos. Além disso, estudos revelam que mulheres tendem a ser líderes melhores durante momentos de crise: de acordo com uma pesquisa recente publicada pela Harvard Business Review, concluiu-se que mulheres em cargos de liderança mostraram mais eficiência durante a crise pandêmica que afetou praticamente todas as empresas, ao apresentarem mais resultados positivos e contribuírem de maneira mais expressiva para o engajamento dos trabalhadores e trabalhadoras. 

A inserção de mulheres em cargos de liderança é algo que tem contribuído muito para a diversidade de ideias, perspectivas e iniciativas na condução dos negócios. Na indústria da agropecuária, isso não é diferente.

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